Após atropelamento de médico, atletas têm medo de treinar em ruas de Palmas

Corredores dizem que motoristas não respeitam a ciclofaixa. Acidente que matou médico durante treino de corrida foi no final de 2017.

Publicado em: 06 de Fevereiro de 2018
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 TO
Fonte: G1 TO
Casal treina em trecho que médico foi atropelado

Atletas de Palmas dizem estar com medo de treinar nas ruas e avenidas da capital. O receio é por causa da quantidade de acidentes de trânsito, mesmo nas ciclofaixas. O atropelamento que matou o médico Pedro Caldas no final de 2017, durante um treino de corrida, também deixou os atletas apreensivos. (Veja vídeo)

Mesmo com as ciclofaixa, os ciclistas e corredores não ficam protegidos de acidentes. Isso por que os motoristas não respeitam a faixa que limita o local onde os treinos podem ser realizados. Os acidentes acontecem principalmente aos finais de semana.

O estudante Osvaldo Ferreira, que costuma correr aos domingos, acredita que falta fiscalização para punir quem desrespeita as regras de trânsito. "O pessoal sempre ultrapassa a faixa que está reservada aos finais de semana para praticar corrida. Tinham que estar fiscalizando porque às vezes pode acontecer um acidente".

A pedagoga Rita de Cássia conseguiu perder 20 kg com a corrida, mas acredita que "falta muita conscientização da população para respeitar as faixas e os atletas".

O casal Rodrigo Matos e Adelvania tem hábito de pedalar em Palmas. Eles disseram que durante um treino quase foram vítimas de um acidente com um caminhão. "Sorte que joguei para o acostamento. Foi por pouco", disse a mulher.

O casal pedalava na marginal leste da TO-050, trecho em que o médico Pedro Caldas foi atropelado por uma estudante que recusou fazer o teste do bafômetro. Ele foi socorrido e morreu um mês depois de dar entrada no hospital.

A Prefeitura de Palmas foi procurada para comentar sobre o uso das ciclofaixas, mas não deu nenhum retorno.

 

Caso Pedro Caldas

 

Pedro Caldas, de 40 anos, e outro médico foram atropelados no dia 12 de novembro, na pista marginal a rodovia TO-050, próximo do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Tocantins (Dertins). Segundo a Polícia Militar, o carro que atingiu os dois era conduzido por Iolanda Costa Fregonesi.

A morte dele foi confirmada no dia 16 de dezembro, pela assessoria da UTI de um hospital particular de Palmas, onde o médico estava internado em coma há mais de um mês.

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