Dois anos após mudanças nos endereços em Palmas, placas de sinalização ainda não foram alteradas

Os equipamentos ainda usam o endereçamento com o padrão de quadras como Norte e Sul. Prefeitura diz que recursos para as mudanças na sinalização foram remanejadas para o combate ao coronavírus.

Publicado em: 11 de Julho de 2020
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Placas continuam usando padrões de endereços que não valem mais

As placas de sinalização nas quadras do plano diretor de Palmas continuam utilizando o padrão de endereços no formato 'Norte e Sul'. Uma lei municipal tornou esta nomenclatura inválida há dois anos e a prefeitura tinha este prazo para fazer as adaptações necessárias. O problema é que quase não foram feitas obras na sinalização da cidade no período e as que já existem continuam usado os endereços que não valem mais.

 

Pela lei, os endereços que valem são os originais da capital. Os usados nas escrituras dos imóveis e com nomes como ARNO, ARNE, ARSO e ARSE para indicar em que parte da cidade a quadra fica. O assunto voltou a tona porque as entregas dos Correios agora voltaram a ser feitas utilizando o padrão antigo, que segue desconhecido para muita gente.

 

A própria prefeitura confirmou que há um estudo para a realização da troca das placas, mas informou que os recursos que seriam destinados ao projeto acabaram remanejados para o combate a pandemia de Covid-19. Disse que está analisado o orçamento para começar as trocas ainda em 2020, mas não especificou data para que isso ocorra.

 

O superintendente dos Correios no Tocantins, José Luiz da Cunha, informou que durante a transição os entregadores vão atender as demandas pelos dois modelos de endereço. Há um plano de enviar um informativo aos endereços da capital para informar a população sobre as mudanças.

 

"O ideal para que a população tenha esse período de transição e se adapte-se a nomenclatura escolhida é você ter um grande plano de sinalização e você ter uma ampla divulgação para que pessoas compreendam essas nomenclaturas e passem a usar de forma natural", explica o conselheiro federal de arquitetura, Matozalém Santana.

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