Rodoviária de Palmas fica quase vazia após maioria das empresas suspender venda de passagens

Poucos ônibus estão saindo do terminal diariamente. Apenas passagens para o interior do estado estão sendo vendidas e mesmo assim há restrições para circulação.

Publicado em: 06 de Abril de 2020
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Rodoviária de Palmas com os terminais totalmente vazios

A maioria dos guichês na rodoviária de Palmas está com o serviço de venda de passagens suspenso por tempo indeterminado. Os avisos estão expostos por toda parte. A medida é por causa da pandemia do coronavírus. As viagens de ônibus têm sido afetadas principalmente nos estados que suspenderam a entrada de pessoas de regiões com casos confirmados da Covid-19.

Em Goiás, por exemplo, a circulação de passageiros de ônibus ou de avião que venham de estados com casos confirmados está suspensa há uma semana. O Maranhão fechou a fronteira com o Tocantins e policiais militares estão no local para impedir a passagem.

Segundo os funcionários das empresas que atuam na rodoviária de Palmas, apenas passagens para o interior do Tocantins estão sendo comercializadas. A medida tem deixado o local praticamente vazio, tanto nos guichês como nas plataformas de embarque.

Quem está em outro estado e tenta voltar para Palmas também está com dificuldade de comprar passagens. "A rodoviária interestadual de Brasília suspendeu a passagens para Palmas, no Tocantins. Ou seja, fico sem previsão de quando poderei retornar ao meu lar", disse a funcionária pública Eduarda Formiga.

No Tocantins foi publicada uma resolução que limita o número de passageiros pela metade nos ônibus que fazem linha entre as cidades. Durante esse período as empresas podem reduzir em um terço os horários das linhas.

A fiscalização está sendo feita pela Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização do Tocantins. "Foi necessário fazer adequação para que garanta o transporte mínimo das pessoas para casos essenciais e também para que pudessem circular sem ter passageiros a pegar. Isso foi articulado e trabalhado junto com a associação dos permissionários", explicou o presidente da ATR, Edson Cabral.

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