Domingo,
24 de Outubro de 2021

Mulher grávida de quase 9 meses é atacada por cães durante passeio com cachorro em Palmas

A vítima andava com o cachorrinho Paçoca em uma calçada quando os animais saíram correndo de uma casa. A gestante ainda conseguiu salvar o animal de estimação, que foi mordido enquanto estava no colo dela.

Autor: Aurora Fernandes e Letícia Queiroz, TV Anhanguera e g1 TO

Fonte: g1 TO

Publicado em 11 de Outubro de 2021 (Atualizado Há 2 semanas atrás)

Legenda: Tutora grávida e animal foram atacados por cães em calçada

Autor da Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma mulher grávida foi atacada por cachorros enquanto passeava com o cãozinho de estimação em Palmas. A vítima, que prefere não se identificar, está quase completando o nono mês de gestação. Imagens gravadas por uma câmera de segurança mostram que a vítima, mesmo vulnerável, ainda conseguiu salvar o animal de estimação que foi mordido enquanto estava no colo dela.

O ataque aconteceu no último dia 6 de outubro na região norte da capital. Aliviada, mas ainda com medo, a gestante lembra dos momentos de terror. A mulher teve medo do bebê ser machucado.

"Medo de machucarem o Paçoca, de baterem na minha barriga porque eles estavam pulando e realmente pularam bem na lateral. E o medo de cair, de não ter força de segurar o Paçoca, de não ter força nas pernas porque a barriga já está pesando muito para frente. Então o medo era cair também", disse a vítima.

O vídeo mostra que os três cães saíram de dentro da mesma casa. No vídeo é possível ver que ela até tenta levantar o Paçoca para evitar as mordidas, mas os animais não desistem. A mulher foi socorrida por um vizinho que ouviu os gritos de socorro.

"Na verdade eu comecei a gritar: 'Me ajuda, me ajuda que vai matar o Paçoca! Vai matar meu cachorro. Me ajuda me ajuda'. Os únicos que ajudaram foram os vizinhos um pouquinho mais para frente e não os vizinhos da onde saíram os cachorros", contou.

Ela registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia.

A mulher espera mais consciência por parte dos tutores, pra evitar que outros ataques aconteçam.

"O meu cachorro só sai na coleira. É pequenininho, não faz mal para ninguém, todo mundo da quadra brinca com ele, mas ele é só na coleira. Eu recolho as fezes dele todas as vezes que eu passeio. Eu tenho responsabilidade com ele, mas e os outros que abrem o portal para as voltinhas que são super perigosas? O cachorro é um animal, ele pode estar de boa em casa com você, mas na rua você não sabe qual reação ele vai ter", desabafou a grávida.

Recentemente, na região sul de Palmas, o ataque de três pitbulls tirou a vida de uma cadelinha que estava sentada na porta de casa. Um vídeo mostra que Luna foi mordida por cerca de 40 minutos e que os animais bravos só pararam quando ela deixou de se mover.

A tutora disse que os cães ficam soltos com frequência e registrou um boletim de ocorrência. Ela também registrou um boletim de ocorrência.

Lei estadual

Há 16 anos existe uma lei no Tocantins que só permite a circulação de animais acima de 13 kg, considerados de médio e grande porte, ainda que acompanhados de uma pessoa maior de 18 anos, no fim da noite e durante a madrugada, entre às 22h e 5h.

Segundo a lei, os cães precisam usar guias com enforcador e focinheira, inclusive para transporte em veículos. Também é dever do tutor manter o animal sob vigilância, usando métodos de proteção que o impeçam de sair de sua propriedade. Já a fiscalização do cumprimento dessas normas e aplicação de sanções legais são obrigações da Secretaria de Segurança Pública.

Mas muita gente não segue essa regra e ainda deixa os animais passearem sozinhos, o que acaba gerando incidentes. Grande parte dos ataques não envolve cães de rua, mas sim animais que ficam sob a responsabilidade de tutores.

Apesar da lei não estipular penalidades específicas pra situações como ataques, caso um animal cause danos físicos, materiais ou morais a alguém, o tutor pode ser responsabilizado e responder judicialmente de acordo com a gravidade do caso.

Sebastião Donizete, advogado da comissão proteção animal, explicou que os tutores têm obrigações legais.

"Desde os cuidados mais básicos com os seus animais até as precauções necessárias para que esse animal não cause nenhum tipo de prejuízo ou dano a terceiros". Segundo ele, em casos de incidentes, o o tutor "irá que responder civilmente e terá que indenizar os danos causados"

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