Estado diz que suspensão da dívida com União dará alívio de R$ 120 milhões ao caixa do Tocantins

Publicado em: 24 de Março de 2020
Foto Por: Esequias Araújo/Secom
Autor: Cleber Toledo
Fonte: Cleber Toledo
Governador Carlesse na videoconferência com presidente Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro realizou uma videoconferência na tarde dessa segunda-feira, 23, com os governadores do Norte do País e anunciou algumas medidas de socorro aos Estados, como a suspensão pelo prazo de seis meses das dívidas com a União e com os bancos estatais.

 

O secretário estadual da Fazenda e Planejamento (Sefaz), Sandro Armando, que acompanhou o governador Mauro Carlesse (DEM) durante a conversa com Bolsonaro, afirmou que essa suspensa isso representa um alívio de cerca de R$ 120 milhões para o Tocantins. “Isso vai aliviar o caixa do Estado. A gente considera que são medidas positivas e que vão nos dar força para cuidar da população e investir nas áreas essenciais, além de manter em dia o salário dos servidores”, avaliou o secretário.

 

Empréstimo da Caixa

 

Carlesse discorreu durante a videoconferência sobre o trabalho que o Estado vem realizando na prevenção ao novo coronavírus e destacou como importante o alinhamento entre os Estados e o governo federal.

 

“Foi a chance que tivemos também para discutir sobre a liberação dos recursos do empréstimo que o Estado está em vias de firmar com a Caixa Econômica Federal. Mais do que nunca esse dinheiro é necessário para que a gente consiga manter o equilíbrio da nossa economia e ter condições de gerar mais de 20 mil postos de trabalho após o fim dessa pandemia”, assegurou.

 

R$ 85,5 bilhões

 

Bolsonaro disse que pretende cooperar com os governadores e fez uma fala otimista sobre o sucesso que o Brasil obterá no combate ao novo coronavírus, mas destacou que o governo trabalha para evitar um colapso econômico que pode gerar mais desempregos no país.

 

Entre as medidas apresentadas pelo presidente está um plano de R$ 85,8 bilhões para fortalecer Estados e municípios, que incluem, entre outras, aumento do repasse de transferência para a saúde, recomposição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM); suspensão de dívidas dos Estados com a União; e mudanças no Pacto Federativo.

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