Cientistas desenvolvem esponjas microscópicas para neutralizar o Sars CoV-2

As nanosponges são revestidas com membranas celulares e têm os mesmos receptores que fazem ligações com a proteína Spike do coronavírus.

Publicado em: 18 de Junho de 2020
Foto Por: NIAID via Nasa
Autor: G1
Fonte: Bem Estar
Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus

 Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego e da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston desenvolveram uma esponja microscópica – mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo – capaz de neutralizar a ação do Sars CoV-2, causador da Covid-19.

 

 

Os resultados do trabalho foram publicados nesta quarta-feira (17) na revista especializada "Nano Letters". As "nanosponges" são revestidas com membranas das células humanas com os receptores que se ligam à proteína Spike presente no Sars CoV-2, responsável pela entrada e infecção do vírus, explicou à agência "Reuters" o líder do estudo, Liangfang Zhang.

 

Desta forma, as esponjas microscópicas atraem e inativam as funções do novo coronavírus, evitando a infecção das células humanas.

 

"A princípio, as 'nanosponges' devem funcionar em qualquer parte do corpo humano', explicou Zhang. "Se administrarmos diretamente as esponjas microscópicas nos pulmões, aí elas permanecerão principalmente por lá. No entanto, se colocarmos diretamente no sangue por meio de injeções intravenosas, elas circularão e passarão por todos os órgãos".

 

As "nanosponges" são biodegradáveis e são projetadas para a proteção das células saudáveis, independente do vírus. Zhang explica que, na teoria, elas poderiam ser usadas para neutralizar novas espécies que possam surgir no futuro. Por enquanto, os testes em camundongos se mostraram seguros, mas um longo caminho de testes clínicos é necessário.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.