Com diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, idosa de 76 anos vence a Covid-19: Milagre

Moradora de Jundiaí (SP) conseguiu se recuperar da doença mesmo com doenças e passado por cirurgia no ano passado.

Publicado em: 18 de Junho de 2020
Foto Por: Arquivo Pessoal
Autor: Christian Rafael, G1 Sorocaba e Jundiaí
Fonte: G1
Idosa de 76 anos com três tipos de doença se recupera da Covid-19, em Jundiaí

O que parecia ser impossível para a idosa Lavínia Batista da Mota Flávio, de 76 anos, aconteceu e surpreendeu toda a família. A moradora de Jundiaí (SP), que tem diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, foi infectada pelo coronavírus. Ficou 10 dias internada, mas conseguiu se recuperar e vencer a doença.

 

Ao G1, a filha dela, Maria Joana Flávio da Silva, contou que a mãe passou por cirurgia da vesícula, no ano passado. Ela ficou internada e ainda estava se recuperando, quando em abril deste ano começou a sentir tonturas e, em pouco tempo, ficou sem conseguir andar. Eram os primeiros sinais da Covid-19.

 

"Ela apresentou os sintomas na última semana de abril. Acabou piorando e levamos para o Pronto Atendimento (PA). O médico disse que ela estava com pneumonia. Fomos medicando e ela piorando", conta Maria Joana.

 

No dia 24 de abril, segundo a filha, Lavínia precisou retornar ao médico, que a classificou como suspeita de Covid-19. Em cinco dias, saiu o resultado confirmando a doença.

 

A idosa então foi isolada, fez uma tomografia e assinou um documento autorizando o uso de cloroquina no tratamento. Ela ficou 10 dias internada no Hospital São Vicente.

 

"Os médicos foram super prestativos, o tempo todo davam atualizações. No começo, ela ficou estável, mas não precisou nem ir para a UTI, nem de respirador, apenas usou o cateter para ajudar no medicamento", diz a filha.

 

Sem sequela

 

Assim que teve alta, Lavínia voltou para casa ainda sem entender o que havia acontecido. Os 10 dias de internação foram tão intensos que a família afirma que não compreendeu o risco que a idosa havia passado.

 

"Foi um milagre. No meio do furacão, a gente não consegue dar conta de tudo o que a gente passou. Só podemos dar glórias a Deus, porque ela sobreviveu e não teve nenhuma sequela", afirma a filha.

 

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As restrições na realização de velórios e enterros para evitar a propagação do vírus foram a principal preocupação da paciente durante a recuperação.

 

"Quando eu cheguei em casa, me dei conta que, se morresse, ninguém iria conseguir se despedir de mim", lembra Lavínia.

 

As outras cinco pessoas que moram com a idosa não fizeram o teste da doença. Algumas chegaram a sentir sintomas de gripe, mas não precisaram ir ao médico.

 

Maria Joana garantiu que eles cumprem o isolamento social, mas que alguns parentes saem de casa para trabalhar e podem ter se contaminado de forma assintomática.

 

"Não quero que ninguém passe o que eu passei, ninguém merece sofrer desse jeito. Deus foi muito bom para mim. Que Deus cuide de todo mundo", deseja Lavínia.

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