Sábado,
18 de Setembro de 2021

Tocantins confirma primeiro caso de infecção de Covid-19 pela variante delta

Amostra que testou positivo para a variante é de um paciente de 36 anos atendido em um posto de saúde de Palmas. Estado ainda não sabe qual a situação deste paciente atualmente.

Autor: G1 Tocantins

Fonte: G1 Tocantins

Publicado em 18 de Agosto de 2021 (Atualizado Há 1 mês atrás)

Legenda: Teste de Covid-19 em Palmas, Tocantins

Autor da Foto: Raiza Milhomem/Prefeitura de Palmas

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou nesta terça-feira (17) o primeiro caso de Covid-19 pela variante delta no Tocantins. A amostra é de um paciente de 36 anos atendido em Palmas, durante o mês de julho deste ano. O vírus foi sequenciado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Até a última semana, a SES vinha negando a existência de casos suspeitos da variante delta no estado. De acordo com o governo, o paciente foi atendido na Unidade de Saúde da 503 Norte. A prefeitura de Palmas informou que o paciente teve apenas sintomas leves da doença.

“A amostra foi coletada e enviada para o Laboratório Central De Saúde Pública do Tocantins (LACEN/TO) no dia 13/07/21. No dia 21/07/21 foi encaminhada para o sequenciamento genômico na Fiocruz, seguindo os critérios estabelecidos pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde, que é CIEVS Nacional e o Comitê Gestor de Recursos Laboratoriais”, afirmou a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Perciliana Bezerra.

A secretaria afirmou que os Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde do Estado e da Prefeitura de Palmas foram comunicados para realizarem a uma investigação clínica e epidemiológica do paciente.

"Estamos acompanhando a investigação junto ao município de Palmas, para que possamos saber se este paciente é morador da capital ou não, se veio a óbito, se houve contaminação comunitária e, até mesmo, se esta pessoa já havia tomado algum imunizante", afirmou.

A SES afirmou ainda que semanalmente são enviadas três a quatro amostras de pacientes para serem sequenciadas pela Fiocruz, mas devido à demanda de todo o país o resultado da coleta feita em julho foi sair apenas agora.

O secretário de saúde Edgar Tollini recomendou que a população deve continuar com as medidas de combate à doença. “Segundo estudos recentes, as vacinas são eficientes e protegem também contra a delta, mas ela é mais virulenta, ou seja, transmite mais rápido e infecta mais pessoa [...] Fizemos questão de manter o princípio da transparência, comunicando a população sobre esta confirmação, mas não há motivos para desespero, pois a gestão estadual está vigilante à proliferação de novas variantes e segue firme nas medidas de combate à Covid-19”.

Variante delta

A variante delta foi identificada pela primeira vez na Índia, em outubro do ano passado. Em junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta: a variante tem se tornado dominante em todo o mundo, muito por conta da sua transmissibilidade.

Até o dia 11 de agosto, 142 países já identificaram a circulação da delta conforme a OMS.

No entanto, apesar de ser mais transmissível (assim como as outras variantes que surgiram), ainda não há como afirmar que ela também é mais letal. As pesquisas para avaliar a letalidade da variante ainda estão em andamento. O que se sabe é que por causa da transmissibilidade ela aumenta a possibilidade da população contrair o vírus e desenvolver a doença, seja de forma leve, moderada ou grave.

Os especialistas explicam ainda que os sintomas podem ser confundidos com os da gripe. Tanto a gripe quanto a fase inicial de infecção pela variante delta podem estar associadas aos seguintes sintomas: dor de cabeça, mal estar, coriza, dor de garganta e febre.

No Tocantins, até o momento são de 237 amostras sequenciadas, das quais 137 amostras, ou seja 57,80% dos genomas, são atribuídos à variante gama (P.1) e uma identificada com a sequência genômica compatível com a variante delta (B.1.617.2).

Eficácia das vacinas

No começo de julho, dados preliminares divulgados pela Johnson apontaram que a vacina da Janssen é eficaz contra a delta.

Um outro estudo, publicado no Reino Unido, também apontou efetividade da Pfizer e AstraZeneca contra a variante. Os pesquisadores reforçaram que a segunda dose é muito importante para atingir uma eficácia boa.

Com o ciclo completo, a eficácia da AstraZeneca chega a 67%, com resultados entre 61,3% a 71,8%. Já no caso da Pfizer, chega a 88%, com variação entre 85,3% a 90,1%.contra a delta.

No final de julho, o Instituto Butantan, parceiro da fabricante da CoronaVac no Brasil, anunciou o início de estudos para avaliar se o imunizante é efetivo contra a delta.

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