Após ordem judicial, governo convoca mais de 170 médicos para tentar reativar leitos de UTI bloqueados

Hospital Regional de Araguaína tem sete leitos que estão em condições de funcionar, mas que estão interditados por falta de profissionais. Situação se repete em pelo menos outros dois hospitais.

Publicado em: 04 de Agosto de 2020
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Hospital Regional de Araguaína atende a pacientes de todo o Tocantins

O Governo do Tocantins publicou nesta segunda-feira (3) uma lista com 176 nomes de médicos que estão sendo convocados para tentar reativar leitos de UTI que estão sem funcionar no Hospital Regional de Araguaína.

 

A medida foi tomada após uma ordem da Justiça para que a convocação fosse feita. O HRA tem sete leitos do tipo que poderiam atender pacientes com a Covid-19 e que não estão sendo usados por falta de profissionais.

 

A lista de nomes tem tanto profissionais concursados como contratados. Todos são médicos, mas as cargas horárias de cada um variam entre 90 e 270 horas. Os nomes estão a partir da página 15 do Diário Oficial do Estado desta segunda.

A própria portaria com a convocação especifica que a decisão foi tomada por causa da ordem da Justiça e que atinge os profissionais que estão de sobreaviso. Os profissionais em questão são obrigados a se apresentar entre os dias 4 e 5 de agosto.

 

Eles devem ir até a sede do HRA das 8h às 12h ou das 14h às 18h. Os médicos devem falar diretamente com os diretores geral e técnico da unidade para que possa ser avaliada a aptidão de cada profissional para a prestação de assistência médica aos pacientes nos casos de urgência e emergência relacionados ao coronavírus.

 

A decisão judicial é referente apenas a situação de Araguaína, mas há outras unidades hospitalares enfrentando o mesmo problema. Em Paraíso do Tocantins 12 leitos clínicos do Hospital Regional estão bloqueados por falta de equipe e quatro das UTIs do Hospital Geral de Palmas, o maior do Tocantins, também deixaram de receber pacientes. Ações judiciais com pedidos semelhantes aos do caso de Araguaína tramitam na Justiça.

 

O Diário Oficial também trouxe o contrato entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Instituto Sinai, em Araguaína, para a utilização de leitos do hospital particular por pacientes do SUS. O extrato especifica que a contratação vale por seis meses e que o estado deve pagar R$ 2.459.236,53 pelos leitos de UTI do instituto. A quantidade não está especificada no diário.

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