Bebê que espera por cirurgia no coração é transferido para hospital de SP após decisão judicial; vídeo

Kauan tem apenas 40 dias de vida e precisa de uma cirurgia cardiopediátrica. Família teve que acionar por duas vezes a Justiça para conseguir transferência.

Publicado em: 28 de Outubro de 2020
Foto Por: Reprodução
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Bebê Kaun é transportado para o hospital de São Paulo

O bebê Kauan, que estava internado em estado grave à espera de uma cirurgia no coração, foi transferido na madrugada desta quarta-feira (28) para um hospital de São Paulo.

 

Um vídeo feito pela mãe Laise Sousa Carvalho mostra o momento em que ele é retirado da Maternidade Dona Regina e colocado em uma ambulância.

 

Por telefone, a mãe contou ao G1 que a transferência, feita por meio de UTI aérea, foi tranquila. O recém-nascido será internado e deve passar por cirurgia no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto.

 

Laise disse que só ficará aliviada após o procedimento. "Só vou ficar mais tranquila quando fizer a cirurgia, ainda não sei quando será".

 

Nesta terça-feira (27), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 212 mil das contas do governo do estado para custear a cirurgia cardíaca do recém-nascido.

 

O pedido de bloqueio foi feito pelo promotor Thiago Vilela, depois que o Estado descumpriu a primeira decisão judicial para realizar o procedimento no prazo de 24 horas. O menino tem apenas 41 dias de vida e precisa de uma cirurgia cardiopediátrica para correção de dupla via de saída do ventrículo direito.

 

Na última segunda-feira (26) a Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que tinha aberto o processo de compra do serviço e estava em contato com todos os hospitais pediátricos do país para garantir o atendimento.

 

Nos últimos dias, o G1 mostrou a luta dos pais de Kauan para conseguir a transferência do menino. O tratamento, segundo a família, se fosse feito de forma particular, custaria cerca de R$ 400 mil.

 

O medo era de que o estado de saúde do filho piorasse ou que ele ficasse com sequelas. "Já está com mais de 15 dias que era para ter cumprido. E eu temo muito pela vida do meu filho. Posso chegar no horário de visita e ele pode não estar mais", disse a mãe.

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