Quarta - Feira,
14 de Abril de 2021

Famílias que dependem do Auxílio Emergencial ficam preocupadas com o fim do benefício

Diarista estava utilizando o auxílio para pagar contas de água e luz

Autor:  G1 Tocantins.

Fonte:  G1 Tocantins.

Publicado em 31 de Dezembro de 2020 (Atualizado Há 4 meses atrás)

Legenda: Sem Legenda

Autor da Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O governo federal está pagando a última parcela do Auxílio Emergencial e por enquanto não previsão de renovação. Segundo os dados oficiais, 536 mil pessoas recebem o benefício no Tocantins. Isso significa quase 40% do total da população do estado dependeu desse dinheiro.

 

A Andreia Conceição é das milhares de pessoas que estão preocupadas com o fim do benefício. Ela é diarista e o marido pintor. Os dois ficaram desempregados durante a pandemia e o dinheiro do auxílio servia para as necessidades básicas, além de pagar as contas de água e luz.

 

"Aqui, acolá, um vai ajudando, outro ajuda e agora com o fim do auxílio ainda não sei nem o que vamos fazer porque o auxílio vai acabar e a epidemia ainda continua. Não sei como vai fazer", comentou a Andréia Conceição.

 

Sem perspectiva de prorrogação do auxílio, muita gente está como a Andréia. Para o economista Higor Franco, o impacto será sentido principalmente nos três primeiros meses do ano.

 

"Início de ano já é difícil fora de processos de calamidades ou pandêmicos. Então, início de ano, geralmente, é muito conturbado para toda a sociedade: pagamento de cargas tributárias, impostos, escolas, IPVA, entre outros tributos que o brasileiro paga em início de ano. Isso vai afetar um pouco a economia, sim", comentou o economista Higor Franco.

 

O comércio também está apreensivo. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas diz que nas semanas de pagamentos de auxílio algumas lojas aumentavam as vendas em até 30%.

 

"A expectativa agora para 2021, sem esse auxílio, é preocupante. Tendo em vista, que principalmente no começo do ano, que a gente tem uma queda nas vendas, uma queda no recebimento. A gente fica muito apreensivo, mas esperamos que o comércio reaja bem à falta desse recurso vindo do governo federal", disse o Silvan Portilho, presidente CDL de Palmas.

 

Para quem depende do dinheiro do auxílio, a virada de ano vai ser incerteza, mas com esperança de que 2021 seja melhor. "Bastante medo porque esse ano que está terminando eu pensei que ia ter mudança e teve essa reviravolta no Brasil todo. E aí esse ano que vem fico até com medo do que pode acontecer. Eu espero que aconteça melhoria", desejou a Andréia Conceição.

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