Governo do Tocantins antecipa férias de julho na rede estadual

Aulas já estavam suspensas por tempo indeterminado pelo combate ao coronavírus. Com a medida, servidores vão receber 1/3 das férias junto com o pagamento de abril, que será debitado em maio.

Publicado em: 26 de Março de 2020
Foto Por: Elias Oliveira / Governo do Tocantins
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Férias escolares foram antecipadas no Tocantins

O Governo do Tocantins informou que decidiu antecipar as férias de julho para toda a rede estadual. A antecipação começa a valer na quarta-feira (25) com prazo inicial de 30 dias. Antes, as férias estavam previstas para o período entre 1º e 30 de julho. Em todo o estado, as aulas já estavam interrompidas em função do combate ao novo coronavírus.

A ideia da antecipação é minimizar os prejuízos ao calendário escolar, uma vez que não será necessário parar novamente por 30 dias quando as aulas retornarem e também ajudar a diminuir o impacto da crise na economia. Com a antecipação, os servidores da área da educação vão receber 1/3 das férias junto com o pagamento de abril, que será debitado em maio.

Serviços alterados pelo coronavírus no Tocantins

"Estamos fazendo um trabalho para que as pessoas tenham condições de colaborar com o controle dessa doença, que tanto está afligindo o nosso Estado e o nosso país", disse o governador Mauro Carlesse (DEM).

De acordo com Adriana Aguiar, secretária estadual de educação, ao longo do mês serão divulgadas novas orientações sobre o retorno das aulas. A pasta está em contato com o Ministério da Educação em Brasília para avaliar a melhor forma de normalizar o funcionamento da rede escolar.

O que diz o Sintet

O Sindicato que representa os professores disse que é contra a medida e que a considera despropositada. Segundo o Sintet, os profissionais não estarão em condições de gozar férias em uma situação totalmente adversa. Afirmou ainda considerar que antecipar o 1/3 constitucional de férias poderá comprometer as verbas tão necessárias nesse momento crucial de contenção da pandemia.

Em nota, o sindicato pediu que o governo reconsidere a medida e que leve em conta também o calendário da rede municipal em função do transporte escolar.

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