Quarta - Feira,
26 de Janeiro de 2022

Grávida com calazar está internada na maternidade Dona Regina há mais de 20 dias aguardando UTI

Família teme que a situação da gestante se agrave ainda mais. Secretaria Estadual da Saúde informou que a paciente está cadastrada na Central de Regulação de Leitos aguardando transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva.

Autor: Ana Paula Rehbein e Jesana de Jesus, TV Anhanguera e g1 Tocantins

Fonte: TV Anhanguera e g1 Tocantins

Publicado em 01 de Dezembro de 2021 (Atualizado Há 2 meses atrás)

Legenda: Grávida com calazar aguarda por leito de UTI

Autor da Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma mulher, grávida de três meses, diagnosticada com leishmaniose visceral, doença popularmente conhecida como calazar, está internada há mais de 20 dias na maternidade Dona Regina aguardando por uma vaga na UTI. A família de Kassya teme que a situação dela se agrave.

"Hoje ela amanheceu inchada, com falta de ar. Não está boa a situação, a gente até pede pelo amor de Deus que consiga um leito na UTI para ela", argumentou a tia da paciente, Nelma Silva.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que a paciente está cadastrada na Central de Regulação de Leitos aguardando transferência para uma UTI, o que deve acontecer em breve, mas não deu um prazo.

Outras pessoas também enfrentam dificuldades em conseguir UTI ou cirurgia nos hospitais públicos do Tocantins. Antônio Carlos Carvalho de Lima, de 57 anos, está internado no Hospital Geral de Palmas esperando por cirurgia de emergência. Já existe decisão judicial determinando o procedimento.

"Foi entregue ontem com o prazo de 24 horas e já venceu hoje esse prazo. Até agora não tivemos resposta concreta do que realmente vai ser feito", disse o filho do paciente, Rafael Santos Lima.

O que deixa a família indignada é que o aneurisma foi descoberto em 2020 e a cirurgia deveria ter sido feita há um ano. Por causa da demora, o quadro dele se agravou.

"Desde sábado, ele se encontra na UTI, há momentos que ele está estável, mas há momentos que ele sente fortes dores. Essas dores podem ocasionar o restante da ruptura do aneurisma e ele pode vir a óbito, a qualquer momento", lamentou o filho.

A dona Maria Aparecida, mulher de Antônio, está com medo dessa demora. "O tempo está correndo. A cada dia que passa, ele está pior. Igual os médicos falaram, ele pode vir a óbito a qualquer hora. É um risco fazer a cirurgia? É, mas a solução é a cirurgia".

A Secretaria Estadual da Saúde disse que o paciente Antônio segue internado, que a cirurgia dele é de alta complexidade, não é feita no Tocantins. O processo de tratamento fora de domicílio foi solicitado a Central de Regulação Estadual e assim que surgir vaga, o paciente vai ser enviado imediatamente para outro estado, disse a secretaria.

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