Segunda - Feira,
19 de Abril de 2021

Mais de 20 escolas da rede particular fecharam durante a pandemia no Tocantins, diz sindicato

Escolas particulares encerram atividades devido a baixa procura durante a pandemia

Autor: G1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins.

Publicado em 08 de Fevereiro de 2021 (Atualizado Há 2 meses atrás)

Legenda: Sem Legenda

Autor da Foto: Reprodução

As escolas da rede particular estão tentando encontrar uma forma de lidar com o impacto da pandemia na quantidade de matrículas. O sindicato que representa as instituições afirma que ao longo de 2020 o Tocantins viu 22 escolas do tipo fecharem as portas, sete delas só em Palmas.

 

Quando fala sobre o assunto, a empresária Gilda Bispo não esconde a tristeza ao lembrar do que foi 2020. Ela é dona de uma escola particular na capital e viu a quantidade de matrículas cair quase pela metade.

 

"Um ano complicado, um ano que os pais, principalmente da educação infantil, tiveram que tirar os filhos".

 

Com o retorno das aulas, mesmo que ainda tímido, ela acredita que este ano a educação deve ser prioridade para as famílias. "Um ano de desafio, um ano em que nós vamos ter que mostrar que a educação, ela tem que ser prioridade".


"Foi um período muito longo de escolas fechadas, e principalmente a educação infantil, aonde o pai não consegue absorver e aproveitar 100% das aulas online porque o filho é pequeno. A evasão foi grande e não tem fluxo de caixa. As dívidas foram comprometendo toda a receita". diz o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Tocantins, Marco Antônio.

 

De acordo com o levantamento feito pelas escolas, a pandemia fez os alunos que estudavam na rede particular irem para as escolas públicas. Em fevereiro do ano passado eram mais 155,7 mil estudantes matriculados no estado, e em dezembro esse número saltou para mais de 158 mil matrículas.

 

"Esse número com certeza vai ser maior quando o estado e o município abrirem as matrículas. Então só ai nós vamos ter noção de qual foi o aumento desse número".

 

A empresária Núbia Gudes contra que acaba de trocar a escola da filha de 5 anos, que no ano passado teve que ser transferida pra uma escola pública. "Eu contratei uma professora particular onde ficava a minha filha e professora. Três vezes por semana durante uma hora, uma hora e meia do dia. Acompanhando as aulas da rede pública".

 

As escolas têm adotado diferentes estratégias para tentar recuperar o mercado. Em quase todas elas não haverá reajuste em 2021.

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