Pesquisa aponta que 8% dos trabalhadores ficaram sem salário e 28,7% ganharam menos em maio

PNAD Covid-19 foi realizada pelo IBGE para mostrar os impactos da pandemia no mercado de trabalho. No mês de maio, 611 mil tocantinenses estavam trabalhando.

Publicado em: 26 de Junho de 2020
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
PNAD mostra impactos da pandemia no mercado de trabalho no Tocantins

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid-19) realizada pelo IBGE mostrou que dos 611 mil tocantinenses com mais de 14 anos que estavam trabalhando no mês de maio, 114 mil foram afastados, o equivalente a 18,7%. Ainda segundo os dados, deste total, 50 mil ficaram sem salário, o que representa 8%.

Outro dado apontado na PNAD refere-se ao salário. O rendimento médio de 172 mil tocantinenses (28,7%) foi menor que o normalmente recebido.

Dos 114 mil que foram afastados, 97 mil (ou 15,9%) precisaram cumprir o distanciamento social. O restante foi por motivo de doença, licença maternidade, entre outros. Dos trabalhadores não afastados, 31 mil trabalharam de forma remota.

O levantamento do IBGE está sendo realizado com o apoio do Ministério da Saúde para estimar o número de pessoas com sintomas associados à síndrome gripal e monitorar os impactos da pandemia no mercado de trabalho.

Outros dados

A PNAD Covid19 estimou que o Tocantins tinha em maio 1,2 milhão de pessoas com 14 anos ou mais, a chamada população em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 676 mil, dos quais 611 mil eram ocupados e 65 mil desocupados.

Conforme o levantamento, 268 mil tocantinenses estavam trabalhando sem vínculo formal, em maio. Se encaixam nesse grupo as pessoas que atuam no setor privado sem carteira; trabalhador doméstico sem carteira; empregador que não contribui para o INSS; trabalhador por conta própria que não contribui para o INSS e trabalhador não remunerado em ajuda a morador do domicílio ou parente.

A população fora da força de trabalho no estado somava 544 mil pessoas, dos quais 208 mil (38%) não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e 139 mil (25,6%) não procuraram principalmente devido à pandemia ou porque faltava oportunidade na localidade em que residiam, mas também gostariam de trabalhar.

A pesquisa revelou ainda que no Tocantins 50% dos domicílios receberam algum auxílio relacionado à pandemia. Entre os benefícios, estão o auxílio emergencial e a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Cenário nacional

No país, entre os 84,4 milhões de trabalhadores, 19 milhões (ou 22,5%) estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência e 15,7 milhões (ou 18,6%) estavam afastados devido ao distanciamento social. O Nordeste apresentou o maior percentual (26,6%) de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, seguido do Norte (23,3%), enquanto a região Sul foi a menos afetada (10,4%).

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