PF prende hackers suspeitos de desviar R$ 10 milhões de contas e lavar dinheiro até com moedas virtuais

Grupo agia no Tocantins e em mais três estados. Investigações apontam que grupo mantinha alto padrão de vida e usava empresas de fachada para movimentar valores desviados.

Publicado em: 21 de Março de 2018
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Polícia Federal realiza operçação contra hackers no Tocantins (Foto: Cassiano Rolim/TV Anhanguera)

A Polícia Federal realiza a operação Código Reverso nesta quarta-feira (21) para prender hackers.

As investigações apontam que o grupo usava programas para acessar os computadores das vítimas com o objetivo de fazer diversas transações bancárias.

A quadrilha teria desviado R$ 10 milhões e feito lavagem de dinheiro usando empresas de fachada e moedas virtuais. A operação é realizada no Tocantins e em outros três estados: Pernambuco, São Paulo e Goiás.

Mais de 100 policiais federais estão nas ruas e cumprem 43 mandados nos quatro estados, sendo sete de prisões preventivas, um de prisão temporária, 11 de intimações e 24 de busca e apreensão. Seis pessoas já foram presas e duas são consideradas foragidas.

Um dos alvos foi capturado na quadra 507 Sul, em Palmas.

Ele é William Marciel Silva, suspeito de chefiar uma quadrilha de hackers que atua no Brasil e que mantinha conexões com criminosos cibernéticos do leste europeu.

G1 busca posicionamento da defesa dele.

Conforme a PF, a quadrilha realizava pagamentos, transferências e compras pela internet, burlando os mecanismos de segurança dos bancos, e gerando prejuízos de R$ 10 milhões só nos últimos nove meses.

Os membros da organização, segundo a polícia, têm alto padrão de vida e se utilizam de diversas empresas de fachada para movimentar e ocultar os valores desviados, investindo grande parte em moedas virtuais como a bitcoin, para fazer lavagem de dinheiro.

A Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o bloqueio das contas bancárias dos investigados e também de moedas virtuais.

Conforme a PF, estão sendo intimadas pessoas com participação nas fraudes, inclusive empresários que teriam procurado criminosos para obter vantagem competitiva no mercado e receber descontos de cerca de 50% para quitar impostos, pagar contas e fazer contas, através de pagamentos feitos pela quadrilha.

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