Quarta - Feira,
05 de Maio de 2021

Quase todos os afogamentos no Tocantins são de homens e mais de 80% das vítimas não sabiam nadar

Levantamento foi feito pelo Corpo de Bombeiros nos 19 casos registrados desde o começo de 2021. A corporação alerta que comportamentos de risco têm piorado esta estatística.

Autor: G1 Tocantins

Fonte: G1 Tocantins

Publicado em 14 de Abril de 2021 (Atualizado Há 3 semanas atrás)

Legenda: Bombeiros durante buscas por homem que se afogou em cachoeira

Autor da Foto: Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins

O Corpo de Bombeiros do Tocantins divulgou nesta terça-feira (13) um levantamento sobre o perfil das vítimas de afogamento no estado e as principais causas para os acidentes. O documento revela que praticamente todas as mortes do tipo ocorridas em 2021 têm homens como as vítimas, foi o caso de 18 dos 19 registros. Em mais de 80% das situações, os óbitos são de pessoas que não sabiam nadar.

O relatório foi preparado porque houve aumento na quantidade de mortes do tipo no primeiro trimestre deste ano. Enquanto em 2020 houve 14 óbitos nos rios e lagos tocantinenses nos primeiros três meses, em 2021 já são 19 casos do tipo. O ano passado terminou com 73 mortos por afogamento ao longo dos 12 meses e os Bombeiros afirmam que a perspectiva para 2021 não é de melhora.

"Nossa linha de tendência, em relação ao restante do ano, a situação é bem negativa", disse o gerente de monitoramento da Defesa Civil Estadual, major Antônio Luiz Soares da Silva.

Além de não saberem nadar, parte das pessoas envolvidas em situações do tipo adotam comportamentos de risco, segundo os Bombeiros. Nos casos de 2021, 55% das vítimas de afogamento estava alcoolizada e 55% entraram na água em áreas com forte correnteza.

"As pessoas entram na água, em local com correnteza, que elas não conhecem a profundidade”, afirma o Major Soares. "Muitas vezes elas não têm habilidade com a natação, se aventurando nesse tipo de comportamento de risco. É importante que as pessoas não se aventurem. Evitem esse comportamento de risco, fazendo travessias, nadar se afastando da margem, saltar de elevações ou entrar onde se conhece".

Apenas desde o último domingo (11) houve registro de duas mortes por afogamento. No distrito de Taquaruçu, em Palmas, Jânio Cândido da Silva morreu aos 33 anos após escorregar de uma pedra e cair no fosse de uma cachoeira. No loca a correnteza é forte e por isso o corpo dele levou 24 horas para ser localizado.

Já na madrugada desta terça-feira (13), um adolescente de 13 anos que ainda não teve o nome divulgado morreu afogado em uma represa de Araguaína, no norte do Tocantins. Testemunhas relataram que o menino estava tomando banho junto com outros adolescentes e teria tentado atravessar o lago, mas não conseguiu e afundou.

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