Sábado,
04 de Dezembro de 2021

Rede estadual do Tocantins tem mais de 27% das escolas com aulas remotas

Das 494 unidades de ensino, 359 retornaram às atividades educacionais no formato híbrido e 135 seguem à distância. Governo tem considerado os decretos locais e a situação da pandemia em cada cidade.

Autor: TV Anhanguera e g1 Tocantins

Fonte: TV Anhanguera e g1 Tocantins

Publicado em 23 de Outubro de 2021 (Atualizado Há 1 mês atrás)

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Autor da Foto: Divulgação

A maioria das escolas da rede estadual de educação segue no formato híbrido e não existe previsão para que as aulas voltem a ser 100% presenciais. Conforme levantamento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), mais de 27% das unidades ainda estão no formato remoto. Isso ocorre porque o governo tem levado em consideração os decretos locais e a situação da pandemia em cada cidade para decidir sobre a volta às salas de aula.

A Seduc informou que das 494 unidades de ensino, 359 retornaram às atividades educacionais no formato híbrido – com revezamento entre ensino presencial e à distância. As outras 135 escolas seguem no ensino remoto.

Na rede municipal algumas cidades retornaram ao ensino 100% presencial como no caso de Palmas, Araguaína e Porto Nacional. Por outro lado, há cidades em que estão no formato híbrido, como Filadélfia. Em outros municípios as atividades seguem apenas de forma remota.

O afastamento das salas de aula trouxe dificuldades para a educação, pois segundo dados do IBGE, no Tocantins 26% das casas não estão conectadas. Ou seja, são lares excluídos do ensino à distância.

Com retorno gradual o que se deve pensar é em como equilibrar o ensino para que todos aprendam. "Cabe também às escolas, que receberem esses estudantes agora, criarem mecanismos para que eles alcancem o objetivo, que é uma educação integral para todos", explicou o professor Rafael dos Anjos.

Segundo ele, é necessário pensar políticas públicas em todas as esferas para que a educação de crianças e adolescentes não tenha ainda mais prejuízos. "Embora muitos estudantes tenham acesso [a internet], não significa que eles aprenderam. A gente precisa olhar cenários de avaliações externas, analisar e diagnosticar aquilo que não foi feito", afirmou.

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