TJ reduz valor de indenização para mulher que teve gaze esquecida dentro do corpo durante parto

Magistrados acharam o valor estabelecido em primeira instância, de R$ 50 mil, excessivo. Eles determinaram a redução para R$ 30 mil.

Publicado em: 23 de Maio de 2020
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Caso foi no Hospital Regional de Gurupi

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Tocantins decidiu reduzir o valor da indenização determinada pelo juiz de 1ª instância para uma vítima de erro médico durante o parto no Hospital Regional de Gurupi (HRG). O caso foi em março de 2019. A mulher teve infecção após alguém que participava do procedimento esquecer pedaços de gaze dentro das partes íntimas dela.

 

G1 procurou a Secretaria Estadual de Saúde para comentar o caso e aguarda retorno.

 

Segundo a decisão, o parto foi normal. A vítima só percebeu que havia algum problema quando voltou para casa e começou a passar mal. Ela sentia muita dor e um mal cheiro forte que eram efeitos da infecção.

 

O caso foi relatado no TJ pela desembargadora Maysa Vendramini Rosa. Ela reconheceu que houve erro médico, mas achou que a indenização de R$ 50 mil determinada pelo juiz de primeira instância era excessiva e sugeriu o pagamento de R$ 30 mil para a vítima. O voto foi seguido pela desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe e o juiz Jocy Gomes de Almeida, integrantes da turma julgadora.

 

A vítima é moradora de Alvorada do Tocantins e foi até Gurupi apenas para fazer o parto. Ela se recuperou e não sequelas por causa do erro. "Através dos recibos de gastos realizados pela autora, impondo o seu ressarcimento, e os danos morais ficaram evidentes, vez que os fatos narrados ultrapassam a barreira do mero dissabor", disse a desembargadora Maysa Vendramini no voto sobre o caso.

 

Ao se manifestar pela redução do valor de indenização, ela destacou a falta de sequelas na vítima como um dos fatores levados em consideração. "Assim, R$ 30 mil se revelam adequados e razoáveis ao direito em debate". A defesa da paciente ainda pode recorrer da decisão.

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