UFT decide manter política de cotas para estudantes de pós-graduação

Decisão foi tomada após Ministério da Educação revogar portaria de cotas para pós-graduandos.

Publicado em: 22 de Junho de 2020
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Indígena Edivan Guarany fez pós-graduação pelo sistema de cotas

A Universidade Federal do Tocantins adotou posição diferente do Ministério da Educação e escolheu manter a política de cotas para cursos de pós-graduação. A medida foi tomada após a revogação de portaria que estimulava universidades a criarem sistemas do tipo. Segundo a diretora de pós-graduação, Karylleila Andrade, cada universidade terá autonomia para decidir sobre o tema.

 

"Com a revogação do Ministério da Educação, cada instituição fará a opção por manter ou não a política de cotas na pós-graduação. A UFT decidiu por manter a sua política de cotas dentro da pós-graduação", informou.

 

Em 2020, foram matriculados dois mil alunos nos sete campus da UFT, sendo 33 ingressos por meio da política de cotas. Desses, quatro alunos são quilombolas, seis indígenas, 10 pretos ou pardos e 13 pessoas com deficiência auditiva.

 

Janaína Costa foi uma das estudantes que chegou a tentar seleção pela categoria de ampla concorrência para um mestrado, mas conseguiu entrar apenas na terceira tentativa em 2018, com a cota racial. Atualmente ela é mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal do Tocantins. A jovem comenta a importância de igualar as oportunidades entre concorrentes.

 

"Com as cotas as oportunidades são maiores, porque a gente quando acessa a graduação acaba acessando ou escola privada com bolsa ou a Universidade Federal com cotas. E essas cotas permitem o nosso acesso", comentou Janaína Costa.

 

O indígena Edivan Guarany acredita que o sistema de cotas nos programas de pós-graduação e mestrado concede oportunidades iguais para que indígenas tenham acesso ao ensino superior. Edivan aproveitou o aprendizado que adquiriu em sua pós-graduação para ensinar outras pessoas em sua aldeia, em Santa Fé do Araguaia.

 

"Nos últimos anos os programas de pós-graduação das universidades federais têm aberto portas para que os indígenas através do sistema de cotas e de ação afirmativa pudessem ingressar também nos cursos de pós-graduação e cursos de mestrado", comentou Edivan Guarany.

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