Volta as aulas nas escolas da zona urbana de Araguaína será com nove cadeiras por sala e sem intervalos

A partir do dia 3 de agosto, 66 unidades da zona urbana devem reabrir; veja os protocolos de segurança. Na rede estadual o retorno foi adiado.

Publicado em: 25 de Julho de 2020
Foto Por: Marcos Sandes/Prefeitura de Araguaína
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Profissionais preparam salas para retomada das aulas em Araguaína

Está prevista para o dia 3 de agosto a volta das aulas nas escolas localizadas na zona urbana, da rede municipal de Araguaína.

 

Ao todo, são 66 unidades que devem reabrir seguindo protocolos de segurança. Conforme a prefeitura, em cada sala terá apenas nove cadeiras. Além disso, os alunos ficarão sem recreio para evitar aglomeração.

 

Os alunos das escolas da zona rural da cidade foram os primeiros a retornar às salas de aula, no dia 13 deste mês.

 

A prefeitura da cidade informou que a medida era um teste para avaliar o retorno gradual em todas as escolas da cidade a partir de agosto e que as escolas da zona rural foram escolhidas por terem um número menor de estudantes.

 

Araguaína é o município do estado com o maior número de casos da Covid-19 no Tocantins. Segundo o boletim da Secretaria Estadual da Saúde divulgado nesta sexta-feira (23), 5.898 casos e 87 mortes ocasionados pela doença.

 

As escolas e creches da cidade estão se preparando para o retorno gradual das atividades. Cada sala de aula terá nove cadeiras, distantes 1,5 metro umas das outras e com a identificação de cada criança.

 

"Outro protocolo adotado é de não realizar o intervalo do recreio para evitar aglomeração, com isso os alunos serão dispensados mais cedo. Alteramos também o momento do lanche, que passa a ser servido nas salas e não mais no refeitório como de costume”, explicou o superintendente municipal da Educação, Railon Borges.

 

Outra medida adotada será a divisão da quantidade de alunos por turmas, sendo em dois grupos, sendo que cada um terá aula presencial a cada semana, revezando entre atividades remotas, em casa, com a apostila elaborada pela secretaria.

 

Nas unidades fitas amarelas estão sendo colocadas nos corredores e na entrada da escola marcando o distanciamento adequado entre as crianças.

 

 Na entrada, terá aferição da temperatura e professores, assistentes e demais servidores cuidarão do monitoramento e encaminhamento dos alunos para suas salas de aula, segundo as informações da prefeitura.

 

Nas 13 escolas da zona rural, são 495 alunos. Além do revezamento entre os estudantes, medidas estão sendo adotadas, como uso de máscaras, distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras e higienização constante das mãos e a testagem dos profissionais da educação.

 

Rede estadual

 

retorno das aulas semipresenciais na rede estadual do Tocantins também estava programado para o dia 3 de agosto, mas o governo decidiu adiar para o mês de setembro. A data e o novo cronograma ainda não foram divulgados.

 

 A informação foi repassada nesta quinta-feira (23). Em nota, o governo justificou que a prioridade é colaborar para o enfrentamento à contaminação à Covid-19. As aulas estão suspensas desde o dia 13 de março.

 

Um levantamento feito pelo G1 na última terça-feira (21) mostrou que o Tocantins seria o primeiro a retomar as atividades em todo o país.

 

 Outros oito estados e o Distrito Federal têm previsão de retomada até setembro. Com o adiamento no Tocantins, o primeiro retorno deve ser o dos alunos da rede estadual do Maranhão.

 

Professores e estudantes em todo o estado estavam preocupados, como demonstrou a reportagem publicada pelo G1 horas antes do anúncio do adiamento. Para quem mora em cidades sem hospitais e sem respiradores, o retorno espalhou sentimento de apreensão.

 

 "Tememos pela nossa vida, da nossa família e dos nossos alunos", disse a professora Sejane Tavares Silva, do município de Recursolândia.

 

G1 também ouviu estudantes. Distantes das salas de aula há mais de 120 dias, eles admitiram que sentem saudades e preferem o ensino presencial. Mas, por outro lado, sentem medo de serem contaminados e transmitir a Covid-19 para a família.

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